Capitão Roque…a voz da motivação

Compartilho mais um testemunho da missão com vocês. Desta vez, do meu grande parceiro Roque, ou melhor, Capitão Médico da PM Roque…sempre bem humorado, agitado e disponível, foi fundamental na motivação e suporte da nossa equipe durante toda a missão.

É com você Roque:

“Pessoas muito pobres, sem nenhum tipo de assistência de governo, abandonadas em campos de refugiados onde famílias vivem em tendas de 2×2 cobertas por lona plástica.

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Nos atendimentos, o que mais se encontra é uma condição precária de higiene e cuidados pessoais, onde os dentes em geral são cariados e podres, isso provavelmente porque não lhes foram apresentados ainda a necessidade básica da escovação dentária.

Alguns nunca escovaram os dentes, resultado disso um verdadeiro prejuízo de aspecto funcional e psicológico a todos eles.

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A água que têm acesso não é potável e isso explica os surtos de desidratação e infecções intestinais, principalmente das crianças, o que gera uma perda de peso e um comprometimento crônico no desenvolvimento do seu crescimento.

Outro diagnóstico comum encontrado foram as pneumonias e quadros alérgicos crônicos.

Sem acesso a qualquer forma de mídia, internet, telefone, ou qualquer outro recurso de comunicação, no geral são pessoas oprimidas, que se submetem ao islamismo e, de uma certa forma, são conformados com sua situação de guerra e de desprezo social.

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Passaram a ser pessoas que não são mais bem vindas no seu país de origem , nem tampouco no país que agora se estabelecem.

Nos atendimentos médicos, nos deparamos com pessoas de características carentes, pobres, sem nenhum tipo de exigência social. Verdadeiros bichinhos acuados que aceitam qualquer tipo de ajuda sem hesitar.

 

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Os meninos geralmente a partir dos oito anos , são recrutados pra guerra e passam a sofrer uma lavagem cerebral do governo local da Síria, e se tornam guerreiros locais sem nenhum treinamento militar, e as meninas, que perdem seus pais ou responsáveis por motivo da guerra, são recrutadas por aliciadores que as exportam, na maioria delas, para Arábia Saudita para serem exploradas sexualmente, vendidas como escravas sexuais.

Esses jovens quase certamente nunca mais retornarão às suas famílias e morrem geralmente antes dos 20 anos.

De comportamento típico, as mulheres geralmente não nos olham nos olhos, sempre de cabeça baixa, e as crianças acima de 5 anos que sofreram as ações da guerra, são crianças muito ansiosas, traumatizadas, muitas até neurotizadas que mal conseguem permanecer na sala de atendimento aguardando o chamado médico ou odontológico.

Choram, agarram as pernas das mães, e não escutam nem quando chamam pelo seu nome.

 

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De forma geral atendemos 1200 pessoas de um universo de 2 milhões de refugiados sírios que hoje se encontram em solo libanês.

Acreditamos que essas pessoas as quais atendemos, de alguma maneira, foram impactadas pelo nosso carinho, atenção básica á saude a que foram apresentadas e, acima de tudo, pelo amor cristão como foram tratadas pela equipe.

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Tivemos o privilégio de aprender com elas, e voltamos ao nosso Brasil, muito reflexivos a respeito de como somos felizes no nosso país e como nada se compara aos efeitos de uma guerra.

Apesar de termos atendido uma pequena amostra daquela população, entendemos que a semente foi plantada, e que cada vez mais há a necessidade de nos doarmos mais e mais em prol de outros.

 

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E como forma de agradecimento, esses refugiados que nada tem a dar em troca , nos retribuem apenas com um sorriso triste, dizendo apenas um …..obrigado, Dr Roque , Deus te abençoe…

Que outras oportunidades venham e que Deus nos abençoe a ajudar cada vez mais irmãos, sejam eles refugiados de guerra que vivem distantes de nós, ou mesmo aqueles nossos irmãos menos favorecido que se encontram do nosso lado.”

VALEU ROQUE!!!

Testemunhal

Já estamos no Brasil há quase 2 semanas mas nossas mentes continuam em Zahlé…impressionante o impacto que isso teve em nossas vidas! Sonhamos com palavras em árabe, olhares das crianças, atendimentos, triagem de doentes e por aí vai…pode acreditar, quase todos nós ainda sonhamos com isso e sentimos falta da nossa rotina na missão.

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Bom, para não perder a “embocadura” do blog, a partir de agora vou postar alguns testemunhais e hoje começo com a minha esposa Hellen Quintela…claro que tenho que começar com ela…afinal, não poderia ser diferente!

Senhoras e senhores, com vocês, Dra Hellen:

“Essa missão começou em meu coração bem antes do embarque. Ao ouvir falar dela, minha primeira resposta foi: ‘Sim, claro!’. Depois, comecei a pensar. Guerra? Riscos? Bombas? Tenho filhos, como ir e me arriscar a não voltar? Não posso ir.

Fugia do Marcos Amado, que estava em busca de profissionais de saúde, mas minha cabeça não parava de pensar nisso. Muitas vezes, chorei porque o desejo era enorme, mas me parecia insano ir.

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Dias e dias se passaram e fomos ao Encontro de Carnaval da CBMoema. Lá, conversei com a Dani e o Roque Toledo, um casal de médicos de nossa comunidade. Ambos lutavam com as mesmas questões: ir envolvia riscos e dinheiro. Não apenas despesas com vôo e hospedagem, mas também não ganhar durante o período em que estaríamos lá, já que temos profissões autônomas.

Voltamos do encontro e, no dia seguinte, toca o telefone. Era o Roque: ‘Amiga, nós vamos. Se a gente esperar tudo estar 100% certo, ninguém nunca vai’. Chorei de novo porque achei que tudo estava resolvido, mas não.

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Chega o dia de dar a resposta final. Ligo para o Marcos Amado e peço que aguarde até a noite, quando estaria em casa reunida com um grupo de amigos. Passei o dia chorando e falando com todos que podia, pedindo que orassem por mim. Ouvi um dentista contar que havia sido convidado uma vez para uma viagem semelhante, mas não foi e ficou incomodado ao saber que pessoas choravam de dor de dente noites afora.

À noite, com nossa turma em casa, Cris tocou uma música cujo refrão diz: ‘Segura na mão de Deus e vai’. Chorei igual criança, certa de que Deus estava me respondendo tão claramente como eu havia pedido! Decidi ir. De forma inexplicável, o medo se acabou.

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Para minha surpresa, a necessidade de tradutores e de alguém que cuidasse da farmácia, além de ele poder cuidar do blog da viagem e captar imagens, fez o Luciano, meu marido, se dispor a ir também. Milagrosamente, sem ter ainda um ano no trabalho para poder solicitar férias, a chefe dele abre exceção e o libera.

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Começamos os preparativos, as reuniões e, conhecendo o grupo, tudo foi ficando cada vez melhor. Tudo transcorreu perfeitamente na ida. Eu, que me pelo de medo de avião, até dormi. Aprendi a ter medo de carro, isso sim. Se corremos algum risco, foi no trânsito do Líbano!

Na odontologia, tive o prazer de dividir o ofício com outros dois dentistas: a Joelma Woolley, que virou minha mana, e o Jorge Sazaki, nosso guerreiro de 74 anos, grande exemplo pra muitos jovens molengas. Nunca havíamos trabalhado juntos. O Jorge, eu sequer conhecia. Quando chegamos lá, o entrosamento foi total. Deus preparou tudo, até o fato de termos apenas dois equipamentos e três ‘cadeiras’ para três dentistas.

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Sem combinação prévia alguma, a Joelma ficou em um equipamento à minha direita; o Jorge, em outro, à minha esquerda; eu, no meio, sem equipamento algum. Melhor coisa não podia ter acontecido! Minha formação é voltada para cirurgia, então fiquei encarregada das extrações necessárias, que não demandam o ‘motorzinho’. A Joema atendeu as crianças e o Jorge, os adultos, ambos fazendo restaurações. Eu atendia adultos e crianças apenas extraindo dentes sem condições de restauração, destruídos, com abscessos, que geravam muita dor aos pacientes. Se encontrava algum dente para salvar, encaminhava a meus colegas.

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A posição também foi estratégica pois ambos não falavam inglês, então, ao mesmo tempo que eu operava, socorria-os traduzindo do português para o inglês, para que a tradutora transmitisse ao paciente em árabe e, tendo a resposta, me reportasse em inglês para que eu devolvesse em português para os colegas. Ufa!

 

Em meio a tudo isso, perguntam: ‘Vocês estão evangelizando essas pessoas?’. Pregamos com nossa própria vida demonstrando amor ao próximo. Um adolescente muçulmano olhou para mim, depois de perder alguns dentes pelas minhas mãos, e disse: ‘Love you, doctora!’. Missão cumprida!

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Agradeço a Deus pelo privilégio de participar.

Obrigada, filhos, porque, apesar de expressarem o medo de a gente não voltar, entenderam a necessidade da nossa ida sem choros nem pedidos pra que não fôssemos.

Aos meus pais, obrigado por nos substituírem durante este período de forma tão especial.

Amigos que levaram nossas filhos para passear, saibam que foi dessa forma que também participaram da missão.

Agradeço pelas orações e apoio de cada um.”

Queremos BIS…

Escrevo este post aqui do Brasil e já com muita saudades do Líbano. Na sexta de manhã, enquanto estava no trânsito retornando as minhas atividades no trabalho, senti falta da nossas manhãs tumultuadas, das brincadeiras entre os membros da equipe e dos olhares de agradecimento das pessoas que atendíamos diariamente.

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Agradeço a todos aqueles que acreditaram em nossa missão e nos apoiaram com orações, palavras de incentivo e também financeiramente. Sem vocês isso não seria possível!

Creio que saímos desta missão muito diferente de como chegamos…foi um período de grandes experiências e aprendizados. Tivemos o privilégio de participar daquilo do que Deus tem feito naquele lugar e tenho certeza de que muitas pessoas foram impactadas e abençoadas com nosso o trabalho. Sou grato também porque pudemos deixar lá a nossa marca, a marca do o amor de Cristo, independentemente de raça, cultura ou religião. O amor demonstrado através das nossas atitudes, gestos e palavras.

Como dito pelo Beloved “somente na eternidade saberemos a extensão do impacto do que foi realizado por nós nos últimos dias.”

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Concluímos nossa missão com cerca de 1.200 atendimento médicos e odontológicos. Nosso orçamento foi suficiente para cobrir todas as despesas com farmácia, materiais odontológicos, tradutores e eventuais despesas hospitalares.

Aproveito para agradecer a Mays, nossa farmacêutica de plantão. O trabalho dela e de seu marido foi fundamental na distribuição dos remédios aos refugiados.

 

O que fizemos ainda não é o suficiente, pois só no Líbano, um país pequeno que é metade de Sergipe, nosso menor estado, são 2 milhões de refugiados sírios, ou seja,  uma gigantesca avalanche que corresponde a cerca de 30% da população do país. Um país também marcado por guerras, entre elas com Israel e os próprios sírios…marcas evidentes ainda hoje nas paredes da cidade de Zahlé.

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Esperamos em Deus que a Guerra na Síria acabe e que essas pessoas possam retornar a seu país e reconstruir as vidas. Ficamos com vontade de repetir a dose, quem sabe em outros lugares por esse mundo afora que necessita tanto de ajuda.

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Por fim, agradecemos a Deus, razão de toda esta missão…que nos usou como instrumentos para levar o amor, abençoando toda nossa jornada em Zahlé. Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas.

Beloved – admiração e respeito!

É claro que não posso deixar de comentar sobre o líder e idealizador desta missão. Sem ele nada disso seria possível. Marcos Amado, carinhosamente chamado de “Beloved”, foi fundamental na liderança física e espiritual do nosso grupo.

É claro que para ele é fácil, o cara já foi missionário em tudo quanto é canto desse mundo, fala árabe, inglês, espanhol e sabe tudo sobre a cultura do oriente médio. Nosso professor e guia turístico…nos dava aula cada vez que saíamos.

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Beloved, sempre muito calmo e sereno, administrou nossas ansiedades e inúmeras perguntas, antes e durante a missão. Mesmo em Zahlé seguiu no seu papel de líder maduro e experiente, intermediando todas a nossas necessidades junto aos lideres libaneses.

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Não escapou das mãos do nosso amigo Roque. Estava com dores na articulação do cotovelo porque havia rompido parcialmente o ligamento. Preparamos a medicação e lá estava ele…todo sorridente até o momento em que foi picado…foi tudo registrado!

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Bom, fica aqui o nosso agradecimento e reconhecimento. Muito obrigado! Estamos prontos para outra, quem sabe África ou novamente no oriente médio…

Último dia – Visita aos acampamentos

Tudo pronto para partir…malas feitas, contas acertadas e consultórios desmontados. Ainda faltava uma coisa…tinhamos que visitar as famílias e levar, pessoalmente, nosso amor e orações para os refugiados no Líbano.

E assim foi, nos dividimos em 4 grupos com nossos intérpretes e fomos visitar casas, tendas e campos de refugiados. Haja coração…

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Mais uma vez um choque de realidade….as casas são muito simples, geralmente com um tapete grande e quase sem móveis. Na maioria das vezes o colchão serve para dormir e para receber visitas. Sala, cozinha e dormitório ocupam o mesmo espaço. Água nem sempre é encanada, banheiro do lado de fora e energia elétrica muito limitada.

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Escutamos inúmeras histórias e oramos por aquelas pessoas. Uma das famílias que visitei, o pai estava muito doente e sem emprego há algum tempo. Na Síria, ele tinha uma vida tranquila e com algumas posses…possuía uma fazenda de gado que, durante a guerra, foi ocupada e destruída por rebeldes. Ele também me contou sobre o período traumático em que foi capturado e ficou 5 dias vendado, amarrado e apanhando. A parte mais triste dessa história, foi que seu irmão teve que morrer para que ele fosse libertado. Sem outra opção, há 5 anos atrás fugiu para o Líbano e hoje sofre com dores no corpo, problemas no sistema nervoso e, para piorar, sua filha faleceu recentemente e sua esposa está com depressão. Enfim, são muitas as dores deste homem mas sei que Deus pode confortar o seu coração e trazer a esperança de que dias melhores virão.

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6° dia – Alargando as tendas

Pela primeira vez pudemos ampliar nosso atendimento em dois centros comunitários, além do que já fazíamos na unidade em Zahlé. Foi realmente um dia muito especial para nosso time.

Na parte da manhã seguimos a rotina na mesma unidade, com a diferença de não termos mais a Fernanda na triagem que havia retornado ao Brasil. Marina fez a substituição à altura e eu fui para triagem nos consultórios. Lembro de receber este senhor muito simpático com os pés e as mãos todos rachados, além de muitas mulheres e crianças.

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Como teríamos atendimento médico externo parte da tarde, combinamos de distribuir somente 30 senhas para a equipe, ampliamos para 50 e, como o ritmo estava ótimo, finalizamos com 80 atendimentos médicos somente na parte da manhã.

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A tarde fomos para os centros comunitários localizados ao lado dos campos de refugiados. Lá funcionam uma escola infantil, lavanderia comunitária e oficinas de costura para atender a população necessitada. São cerca de 800 famílias nestes campos. Então pensei…uau! teremos muito trabalho por lá!

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Não foi diferente do que imaginávamos…muitas crianças doentes, idosos e pessoas que não conseguiriam ir até nós se não estivéssemos por lá. Foi interessante notar que os homens sentavam separado das mulheres enquanto aguardam o atendimento.

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Aproveitei os minutos que teríamos antes de começar os atendimentos e fui até as tendas para conhecer e fazer umas fotos. Tudo muito simples e em condições precárias. Algumas famílias possuíam até carro (que não é muito caro se compararmos ao Brasil) pois transporte publico naquela região é muito precário.

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Nesse meu desbravamento entre as tendas encontrei algumas crianças saindo para escola. Foi um momento de muitas risadas e bagunça…acho que agitei a molecada antes da aula…me chamavam de “teacher”, gritavam e posavam para as fotos.

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Sai junto com Marcos Amados para visitar a outra unidade…lá estavam Leo, Marieli e Yasser, atendendo sozinhos cerca de 80 pessoas no centro comunitário ao lado de outro acampamento de refugiados. Saíram de lá mais tarde, pois a fila estava grande.

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Ao retornamos ao primeiro acampamento nos deparamos com uma situação de “guerra”…pessoas implorando para serem atendidas não respeitando mais a ordem dos atendimentos. Eles sabiam que ficaríamos somente aquela tarde e precisavam garantir que seriam atendidos de qualquer maneira. Chorei ao ver as mulheres com seus bebês nas mãos sinalizando que estavam com febre…me imploravam para entrar na sala. Dani, nossa única pediatra, estava exausta e sobrecarregada tamanha a demanda naquele dia. Então, pedi ao Roque que nos ajudasse com os bebês. Ele prontamente me disse: “Manda!”. Curioso para nós e não para eles, apareceu um bebê com os olhos pintados…ela tinha apenas 11 dias de vida.

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Infelizmente tivemos que fechar os portões e essa tarefa foi difícil,  não tinhamos braço e nem tempo para continuar os atendimentos. As mães empurravam as crianças na grade para serem atendidas. Mesmo assim, não em que fomos embora as crianças vieram se despedir e correram atrás do nosso carro até sairmos do acampamento.

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Foi o dia em que mais atendemos. Foram 240 atendimentos médicos e 40 odontológicos. Para mim, foi o dia mais rico em ensinamentos e satisfação.

Descanso dos Guerreiros!

Depois de 5 dias intensos, nada mais justo que termos um final de semana para descansarmos. Aproveitamos para ir até Beirute, ou como eles dizem, Beiruuuuut e no domingo fomos até Baalbek, que fica há 40 km de Zahlé.

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Em Beirute conhecemos alguns pontos turísticos e visitamos algumas mesquitas. Notei que no mesmo local tinhamos mesquitas e igrejas cristãs lado a lado…uma maior que a outra, até parece uma disputa de imponência. Finalizamos o dia com a comemoração do meu aniversário no City Centre…com direito a bolo surpresa da equipe.

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Conhecer Baalbek foi emocionante e tenso ao mesmo tempo porque a cidade é controlada pelo Hezbollah. Visitamos as ruínas do templo de baal, deus dos cananeus e o que mais me chamou a atenção foi o local onde eram feitos os sacrifícios dos animais. Uma pedra muito alta para que todos os presentes pudessem ver o sacrifício e nas laterais 2 piscinas onde os animais eram lavados antes da oferta. Outro ponto interessante da visita foi o templo do deus Baco, deus do vinho, lá eram realizadas as festas e tudo quanto é tipo de orgia; ali deu-se a origem da palavra “bacanal” porque era a festa que acontecia no templo do deus Baco.

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Saindo das ruínas fomos até uma mesquita grande e com telhados dourados localizada ao lado do monumento “I love Baalbek”. Ela era controlada por um grupo extremista e o ambiente era bem opressor, com imagens de homens com fuzil, decoração bem pesada no interior, homens armados na porta da mesquita e vários aparatos defensivos no lado de fora, possivelmente para precaver-se de qualquer ameaça no local…um verdadeiro clima de guerra.

 

De volta a Zahlé, jantamos e fomos descansar para iniciarmos a próxima semana de trabalho.